Carta ao Desamor III

quinta-feira, 5 de agosto de 2010


Hoje me perguntaram por você, engraçado como há algum tempo não pensava nisso. Em meio à contos de casos perdidos fui pega de surpresa ao perguntarem se eu sentia sua falta...

Sinto, muita. Sinto falta de você me olhando nos olhos e dizendo coisas engraçadas, de deitar na grama e observar estrelas, de virar noites conversando sobre assuntos num leque de filosofia a filmes de ação. Sinto falta do seu abraço e de você mexendo no meu cabelo, dizendo o quanto não gosta de mim e nem sente saudade em tom irônico.

Tenho saudade dos seus beijos suaves, de fazer amor com você, de acordar do seu lado e comer o café da manhã observando o seu jeito meio bruto de comer. Saudades de deitar numa rede e você fazer carinho no meu rosto, de dançar com você, tomar banho de piscina de roupa as 3h da manha numa terça feira.

Sinto falta de te ligar e perder tardes incontáveis conversando besteira, e de descobrir coisas sobre você, que tem medo de filme de terror, não come comida muito quente, é viciado em adrenalina, desleixado, esquecido, gosta de guardar o ultimo gole de coca cola depois do ultimo trago do cigarro, tem o sorriso pequeno e costuma colocar a mao na boca quando sorri, olha pro lado quando não lembra o que vai falar, gosta de café com leite e com muito açúcar, entre outras coisas.

Lembro das suas criticas, e do quanto eu mudei depois de você. Logo, cheguei a conclusão que sinto sim sua falta, por isso te escrevo.

Agora o mais estranho é vir aqui entregar a carta no endereço correto, mas a pessoa que eu dedico esta carta não mora mais aí, não sei quem é esse homem, entrego a carta nas mãos dele, espero que ele leia e repasse para você, porque esse homem para quem eu entreguei a carta é um homem como todos os outros, e dele eu não sinto falta nenhuma.


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Veja também

Carta ao Desamor I

e

Carta ao Desamor II



Beijos e Boa leitura

4 Pessoas que não levaram choque ao comentar:

  1. Camila Costa disse...:

    Gostei muito da parte da discrição dos fatos, porém, você sabe porque , me identifico muito com o último parágrafo, embora hoje isso não faça nenhuma diferença.

    Um dia deixar de fazer diferença.
    Sou mais você.

  1. Marcela Ohana disse...:

    Pois é, o mais doloroso é não sentir mais a diferença.

  1. Poxaaa até eu resolvi escrever uma carta de desamor!!!

  1. Natália disse...:

    Ganhou mais uma fã =]
    consegui visualizar na minha mente fértil trechos do seu texto.
    "C'est la vie!"

 
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