Lapso Poético, pra variar II

terça-feira, 13 de abril de 2010

Quando eu calo
Você me olha
Me deseja
Me quer
Me prova
Me desgusta
Me conquista
Me tem

Então eu falo
Você se surpreende
Se fecha
Se acha
Se esconde
Se protege
Se decide
Se afasta

Fim?


***********************


Um agradecimento especial pro Mayer, pelo comentario que me inspirou pra esse poema.

Saudade de ti.



Beijos e Boa Leitura

Dói

domingo, 11 de abril de 2010

Doeu,
Não sei por que nem como
Mas doeu, e deu raiva
Doeu forte, doeu dentro
Doeu
E há muito tempo não havia dor
Há muito tempo não havia lagrimas
E você chegou, invadiu e desmontou
Doeu
Não foi amor não foi paixão
Uma coisa física, uma relação bacana
Te ouvir falar, engolir palavras
Doeu
Doeu não poder fazer nada
Ficar desarmada e vulnerável
Te ter por uma ultima vez
Doeu

Carta ao desamor II

terça-feira, 6 de abril de 2010

Estive longe por um tempo, não me culpe por isso. Fugi as pressas de algo que temo, e temer me fez descrente.


Não te peço paciência nem muito menos espero que me entendas, você já me conhece o suficiente para saber o quão leviana eu sempre fui. E mesmo que um dia acredites no que falo aos seus ouvidos, não te aconselho a absorver minhas teorias, pois elas são tão dissimuladas quanto eu.


O meu amor é roto e volátil, nunca espere ouvir de mim tudo aquilo por dois dias seguidos, se eu te amo hoje, amanhã é incerto, o melhor para você é que eu não te ame nunca, e assim poderei ser tua por um bom tempo.


Não leves em consideração palavras ditas sem pensar, numa noite qualquer, num dia de cão, mesmo que esteja olhando em seus olhos, minha lábia é capaz de ultrapassar sentidos. Prefiro que você pense que eu sou idiota, do que tenha certeza que eu sou uma cafajeste.


Meu carinho é arma de defesa, que pra mim faz muito mais efeito do que sua pistola ao lado da cama. Te trato bem, te envaideço, te ludibrio e faço você acreditar que me possui, pois só assim eu posso ser livre sem preocupação.


Você se auto afirma tão complicado e cheio de razões, quando na verdade não passa de um fugitivo como eu, covarde em essência, que acha que já viveu suficiente pra achar que se arriscar é para os fracos. Se torna incapaz de perceber que aos 20 e poucos não passa de um mero aprendiz com uma cabeça pseudo formada e medíocre, e que não quebrou a cara nem metade do que deveria.


A maior diferença entre mim e você é que eu me permito viver e arriscar, meu orgulho não necessita de afirmações, porque apesar de parecer confusa, sei o que quero e quem sou, não fico me escondendo atrás de estereótipos que não condizem com minha realidade.


Não quero que você me ame loucamente, porque eu não mereço metade disso, não preciso que você me guie nem me segure, sei andar com minhas próprias pernas, não admito que você se preocupe comigo, eu não sou inocente.


Eu não amo você, por isso posso ser sua. Agora ,por favor, tire sua roupa e deite aqui do meu lado.


********


Beijos e Boa Leitura

Carta ao desamor

terça-feira, 30 de março de 2010

Por tanto tempo te esperei, pra te ter, pra te tocar enquanto meu, te esperei por completo, sem obstáculos, acreditando que o meu amor fosse agüentar todo esse tempo.


Agora você está aqui e nada mais faz sentido, não me sinto feliz nem completa. Seus beijos não são mais os mesmos, seu cheiro já não me encanta, sua pele já não me arrepia, seu corpo não é mais meu e nossos orgasmos se esvaíram.


Fico pensando se foi culpa do tempo, se foi culpa nossa ou se isso é uma história sem culpados e tudo está como deveria.


Por agora os outros não parecem mais outros, talvez nossos caminhos devam mesmo se desencontrar, por mais extraordinário que pareça, nossos corpos respondem muito melhor as nossas companhias atuais, aquela mágica que só nós possuíamos, agora não passa de meras lembranças. E nossas fotos e memórias são tudo que nos resta do nosso amor.


Tinha me acostumado com o fato de te amar eternamente que acabei me esquecendo que vivi todos esses anos sem você e muito bem, obrigada.


Talvez por eu ser uma poetisa, falsa e dissimulada, como haveria de ser, eu tenha fantasiado e ludibriado o meu sentimento, floreando e rabiscando belos versos sobre o passado. Sem me tocar que o presente que me toma.


Ou talvez você não passasse de uma guerra, onde as batalhas eram as partes mais emocionantes da historia.


Hoje você esta aqui e meus olhos não brilham mais, e muito menos os seus, será que nossa sintonia é demasiada ao ponto de nos libertarmos ao mesmo tempo? Me pego agora pensando em você, e vejo minhas memórias turvas e o passado um tanto ridículo e sem sentido.


O que mais me impressiona é que esse desamor repentino realmente é presencial, ele está aqui, você não mais.


Antes eu sentia saudades suas, hoje eu sinto saudade do que sentia por você. Sinto-me mais tranqüila e mais segura, entretanto, mais vazia. Como se uma parte de mim estivesse faltando, mas não me fizesse falta.


Não me doeu suas declarações para sua amada, não me doeu ouvir você chorando por ela, e não mais me dói o fato de sua vida, seu corpo e seu cheiro não mais me pertencerem.


Se eu te amo? Amo! Da forma mais sublime que existe, te amo tanto ao ponto de não mais precisar de você, ao ponto de me sentir feliz somente ao ver seu sorriso e ouvir sua voz. Te amo hoje mais que antes, pois nesse momento eu te quero longe de mim, vivendo e amando quem quer que seja.


Eu te amo hoje tanto que nunca mais quero você, nunca mais desejo você por perto, e isso é a maior prova de amor que eu já presenciei.


Eu te amo! Agora, por favor, vista sua roupa e suma da minha vida.


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P.s.: Nem tudo o que se escreve é autobiográfico. só para os curiosos de plantão.

Beijos e boa leitura.

Lapso poético, pra variar

domingo, 28 de março de 2010




Mãos




Ai, essas mãos, merecem belos versos
que as descrevam em sua totalidade
essas mãos que sozinhas me hipnotizam
que quando percorrem meu corpo me enlouquecem
essas mãos que puxam meu cabelo
e deslizam suaves em meu rosto


essas mesmas mãos que gesticulam
acompanhando seu linguajar rebuscado
mãos que passam segurança
que me abraçam nos momentos de fraqueza
as mãos que seguram seu cigarro e seu copo
mãos que deveriam ter nomes proprios


as mãos que trabalham pesado
que são lindas até mesmo sujas
são as mãos que me levantam do chão
e me seguram gentilmente para eu não me machucar
as mãos que me fazem cócegas pra arrancar meus sorrisos
e que me tomam sem luxúria e sem pena



mãos que me fazem ver o céu

e me seguram ao seu lado
enroscadas em minhas coxas
ou simplesmente ali sozinhas
prendendo meu olhar



ai, essas mãos merecem belos versos
são as mãos mais lindas que eu já vi
as mãos mais broncas e perfeitas
habilidosas em sua maneira
me conquistaram quase que por inteiro
não somente por serem mãos
mas porque são suas...
*********************
Desculpem a demora pra postar, meeeio sem tempo, maaas tá aí, lapso poético. kkkkkkkkkkkkkk
Beijos e boa leitura

Aqui

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mesmo que o tempo passe

E as lembranças borrem

E a saudade sufoque

Enquanto caminhamos por nossas vidas

Eu estarei aqui


Mesmo que a rotina abstraia

E a cortina se cerre

E o quarto se empoeire

Enquanto a cama se embriaga de solidão

Eu estarei aqui


Mesmo que a vontade cresça

E sua ausência se difunda

E o cheiro do seu cigarro se esvaia

Enquanto sua boca amanhece em outro hálito

Eu estarei aqui


Mesmo que a idade chegue

E nossos corpos padeçam

E o pecado se amenize

Enquanto nossos corpos se acomodam

Eu estarei aqui


Mesmo que bebamos de outras águas

E nos aproveitemos de outros corpos

E sem arrependimentos nos entregamos

Enquanto percebemos que os outros pares são só outros

Eu estarei aqui


Mesmo que a raiva me tome

E eu rasgue suas cartas

E incendeie suas fotos

Enquanto gravo em memoria nossos momentos

Eu estarei aqui


Mesmo que a frustração me visite

E meu eu se torne cético

E minha alma um pote vazio

Enquanto me consolo com nosso amor utópico

Eu estarei aqui


Mesmo que o fim se aproxime

E seu último suspiro se faça

E de minha boca caia o pranto

Enquanto espero com afinco minha hora

Eu estarei aqui.
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Beijos e boa leitura

Carta Resposta

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010


Uma resposta para: Carta.




A distância separa os corpos, fato. Guerrear faz parte da vida, e sobre o amor ninguém ensina muito menos você que o esnoba em sentidos mais viscerais possíveis.



Sua sujeira é completamente máscara, você é sexy em sua arrogância, e sua desgraça me fez crescer. Não preciso de uma canção de Cat Stevens ao acordar se passar a noite te escutando sussurrar aos meus ouvidos enquanto se aproveita de meu corpo.



Sua tristeza é alegre, faz você seguir em frente, eu me importaria com suas alegrias, e dividiria minhas risadas com você, e sei que você acredita no meu sorriso. Envelhecer não significa passar a vida juntos, em segundos você envelhece, em semanas, meses, dias, você envelhece, não precisa se apegar a utopia da perpetuidade de uma união. Envelhecer com alguém é amadurecer. Pão às 6 da manhã? Eu quero dormir até as 8 e te deixar dormir até tarde e aproveitar o meu lado Amélia, e tentar te desconcentrar enquanto você vê TV.



Não te culpo, sua frustração é tão grande que você sente culpa pelos outros, uma vida feita de acertos não é vida, é novela das 7, não tiro sua razão de ter errado ao se apaixonar por mim, pois de sua paixão brotou a minha e demasiadamente me tomou. Mas não se preocupe, se eu cair, não cairei em seus ombros, e não te levarei junto como você fez ao me conquistar, não te farei mal algum. Amor sempre será ignorância, correspondido ou não, quem ama é ignorante, com as palavras, com as atitudes, com a realidade e com a pessoa amada. Minha beleza não merece mais do que seus versos tristes, pois eles conseguem penetrar em minha alma no sentido mais profundo que possa existir. E sua companhia é triste, mas de alguma forma é essa tristeza que faz de você a pessoa mais agradável de se estar ao lado.



Como havia dito, tempo é relativo, e você se tornou uma das minhas partes favoritas, se você pede tempo, tempo terá. O quanto for, desde os 7 minutos do seu cigarro a eternidade que você precisa pra encontrar seu Deus. Não se culpe por amar alguém, nem muito menos me culpe por me apaixonar por você, pois é em sua tristeza que eu me vejo, em sua desgraça que me apego, e em sua arrogância que me esquento.






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Beijos e Boa leitura


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Já dizia os sábios Tom e Vinícius:

"A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
e tudo se acabar na quarta feira
Tristeza não tem fim

Felicidade sim"



Sem forças ainda para escrever, mas aguardem um pouco que em breve sai mais coisas dessa cabeça cansada.

Eu queria te escrever um poema

domingo, 7 de fevereiro de 2010
Como havia dito, queria escrever pra você.





Um Poema

[Marcela Ohana]

Eu queria te escrever um poema


Que pudesse descrever com palavras


Tudo isso aqui dentro de mim


Mas minhas rimas são fracas


E meus versos não chegariam aos pés


De tudo o que você transmite




Eu queria te escrever um poema


Daqueles que as pessoas leem com os proprios olhos


Que sentem através das palavras do autor


E fosse composto de uma linguagem nobre


E quando lido causasse boa impressão


Mas eu não sou você




Eu queria te escrever um poema


Pra mostrar o quanto te admiro


O quanto você é bonito


E quão profundas são suas palavras


E quão lindas são suas músicas


Que eu não canso de ouvir




Eu queria te escrever um poema


Pra vc guardar numa gaveta


Com uma foto minha


Mas quem escreve em papel ainda?


Pra onde foi o romantismo?


O que o tempo fez com as pessoas?




Eu queria te escrever um poema


Falando de jonh lennon,


De milton nascimento e de chico


De tudo aquilo que me lembra você


Dos beatles, de vinícius e toquinho


E da tonga da mironga do kabuletê




Ai como eu queria te fazer um poema.



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Beijos E Boa Leitura

O bacanal

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Eu sou tão nerd, mas tãão nerd, que procuro coisas interessantes até em sacanagem. Por exemplo, outro dia fui convidada para um bacanal, além de recusar o convite por questão de falta coordenação motora (tipo, eu e mais uma ou duas pessoas até que vai, mas bacanal não me vem na cabeça menos de 20 pessoas), eu também fui atrás da origem da palavra bacanal.
É mais ou menos assim, uma alusão as festinhas realizadas pelo deus Baco, o deus do vinho, conhecido como Dioniso também, essas festas eram regadas a bebidas, mulheres, tambores, danças, sexo, e muitas vezes terminavam em tragédia. Por aí a palavra se perpetuou pelos anos à frente e dá para se ter uma noção do nível dessas festinhas do nosso querido Baco.
Álcool é o estimulante liquido de coragem, e eu tenho que parar de beber.






-Senhorita, aceita alguma bebida?
- não, estou parando de beber, tenho um sério problema nas pernas quando bebo...
-Elas doem? Incham?
-não, elas ABREM!



*piadinha da playboy (sim, eu leio playboy) mas tá no contexto.




Beijos e Boa Leitura

Tudo bluurrr

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Perdi meus óculos.


Bem, era o mínimo que se poderia esperar de uma pessoa como eu, sim meus óculos que eu não tiro da cara.
Depois de 3 ou 15 cervejas e de uma chuva torrencial, só Jesus sabe onde eles foram parar no ultimo show do sábado.
Primeiro que alem de eu estar mais prá lá do que pra cá, minha atenção estava totalmente voltada praquela coisinha linda de olhos verdinhos e sorriso gostoso que estava comigo. Segundo que eu sou retardada mesmo.
Mas essa semana toda cega feito uma toupeira já me renderam um novo jeito de viver minha vida.


1) Dirigir um fusca virou aventura e lombadas viraram loteria,, se eu der a sorte de querer diminuir a velocidade do nada, talvez o meu pára-choque não caia denovo.


2) Assistir televisão ficou muito mais emocionante, agora alem de eu ver a imagem e escutar os sons eu posso sentir os pelos do meu nariz serem atraídos pela eletricidade estática da tela.


3) Conversar no MSN se tornou o método mais sem privacidade da casa, já que as letras tamanho 28 dão pra ser lidas até do quintal, e lá se vai pro beleléu minha coleção de printscreens dos meus paqueras pelados e de cueca.


4) Andar pela rua se tornou um ato tão blasé, eu não cumprimento mais ninguem, já que eu não consigo mais identificar nem reconhecer ao menos a placa do McDonald’s.


5) Quando o fusca está sendo usado, andar de ônibus virou tortura, uma vez que eu tenho que parar todos eles, esperar o motorista abrir a portinha pra eu poder perguntar qual o numero do mesmo.


6) O sexo se tornou mais pratico, agora eu não preciso parar no meio do rala e rola para tirar o óculos e guardá-lo em algum lugar seguro do quarto do motel para não correr o risco de quebrá-lo ou esmagá-lo.


7) Ir para festa comigo se tornou a diversão dos meus amigos, porque eu praticamente tenho que encostar minha testa em todos os caras da festa pra poder achar aquele que realmente me interessa. E eu vou acabar apanhando um dia por alguma das namoradas que eu obviamente não vejo do lado de muitos deles. E quando eu dou a sorte de enxergá-las eu solto um “Desculpe eu sou cega”.


8) Passear em feira de artesanato é muito mais proveitoso, eu tenho que olhar tudo de perto e não apenas passear pelos corredores. Muito bom ficar na posição em que Napoleão perdeu a guerra para olhar balcões baixinhos.


9) Agora eu conheço o cheiro da tela do PC, da televisão, da geladeira, da caixa de correio, das minhas gavetas, do cardápio dos restaurantes e do marido da vizinha.


10) Não tenho dinheiro pra comprar outro óculos porque meu salário vai ser todo investido no carnaval, mas estou aceitando doações.



Eu escrevi esse texto num caderno, agora imaginem a desgraça que ta sendo passar pro blog. Meu caderno tem cheiro de chocolate e eu não sabia.
E se me encontrarem em caicó no carnaval, é tudo mentira, se eu não vi eu não fiz!





Beijos e Boa leitura!

De onde vem a teoria das coisas certas e erradas? PARTE IV

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Religião, uuuuui

Já que dizem que religião não se discute, vou só expor meu ponto de vista sobre o assunto.
Acredito em Deus, FATO. Depois de ler Aristóteles e suas teorias sobre o primeiro motor, vi um grande sentido nisso tudo, ele afirmava que tudo o que existe veio de algo que já existia anteriormente, não como uma manufatura, mas partindo do pressuposto que tudo o que existe surgiu através de outra coisa que já existia. Porém ao seguir esse caminho, alguma hora, algo teve que surgir do “nada”. Claro que Aristóteles não falou com essas palavras, mas eu sou uma reles aspirante a escritora, portanto perdoem meu português mal escrito.

Enfim, Deus existe e bla bla bla... Mas acredito também que ele já fez demais por nós para ser motivo de tanta reza.
Me desculpem os religiosos, mas eu nasci sem fé, na verdade eu tenho fé em uma coisa, em mim mesma, mas minhas capacidade e pretensões.
Se Deus fez o homem dotado de raciocínio lógico, polegar opositor e cérebro super desenvolvido, creio que ele também desejava que nos virássemos sozinhos.
Ele não nos deu o polegar para nos agarramos as nossas crenças os invés de pensar por si próprios. Nem muito menos nos deu o raciocínio para que afirmemos que todo e qualquer acontecimento seja por vontade Dele. Acho banal as pessoas falarem que as coisas acontecem porque Deus quis. Porque se ele tá querendo isso que acontece no mundo, ele só pode estar de brincadeira.

E a grande variedade de religiões que existem por aí? Na minha opinião isso tem a ver com o livre arbítrio, e é mais uma das peripécias do Deus. É como se ele pensasse “Vocês precisam de algo pra se apoiar quando estiverem em apuros? Então escolham alguma dessas doutrinas que eu inventei, e viva o livre arbítrio!” E o pior é que há tanta desavença entre as tantas religiões, mal sabem eles que todas levam ao mesmo caminho.

E as igrejas? E as grandes obras primas de imagens que são adoradas por todo o mundo? Para mim as igrejas não passam de belas obras de arquitetura e engenharia, são belíssimas. Mas não acredito que sejam a casa de Deus não, é muito mais fácil pra Ele estar em todos os lugares do que viver fragmentado nas igrejas.

Nunca li a bíblia, salvo por uma vez para uma prova sobre os hebreus, não me orgulho disso, mas pra mim a bíblia é uma bela obra de ficção. Onde existem escritos que não condizem historicamente ou fisicamente com o que é tão pregado ao povo. Veja mais no cransauce, do Mayer, ele entende bem mais que eu sobre isso...

Em suma, religião para mim é balela, o mundo é livre para que cada um tenha os seus princípios e somos completamente capazes de seguir um determinado caminho, racionalmente, sem que para isso tenhamos que atar as mãos diante dos problemas e entrega-los nas mãos Dele, e logo em seguida sentar a bunda e coçar o saco esperando que Ele os resolva para você.

Rezar é o melhor jeito de não fazer nada, achando que está fazendo algo de útil. Porque em vez de rezar, as pessoas não escrevem? Sobre suas vidas, seus problemas, suas idéias geniais, quem nunca teve uma idéia genial que poderia mudar tudo? Talvez se todas elas fossem passadas para o papel, o mundo seria um lugar melhor.

Deus se escreve com letra maiúscula, Marcela também. Assim como Joao, Pedro, Eufrasio e o seu nome.





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Veja também


De onde vem a teoria das coisas certas e erradas?









Beijos e Boa leitura!



Primaveras

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Meio difícil colocar tudo em meros versos, isso não é um poema romântico, até porque o romantismo fugiu pra longe de mim há muito tempo.
Não quero falar de amor
Muito menos de paixão
Quero poder te querer
E te tocar enquanto meu
E te ver enlouquecer
Olhar seus olhos verdes fechando
Ver a metamorfose do seu corpo

Te ver como homem
E ter suas mãos quentes a me decorar
Enquanto sua boca se sacia de meu suor
E os corpos não se controlam a cada minuto que passa
E perceber que poderia não existir mais nada
No momento que nos aproximamos

Quero passear entre suas tatuagens
Que fazem do seu corpo o meu mundo
Quero dizer que não importa
Quantas primaveras você já viveu
Quantos amores você sofreu
Quantas outras existem
Não quero saber mais de ética
Nem muito menos
De quanto isso aqui seja recíproco

Não quero saber o quanto você me deseja
Desde que deseje
Não preciso falar de amor
Nem de paixão com você
Isso seria demais pra mim
***
****
É complexa e absurda
A sintonia e química entre mim e você,
Por isso nas seis cordas eu dedilho uma canção
Canto - gritando só pra te dizer
Mas reconheço que ainda prefiro
Inventar uma versão contemporânea
Brasileira, Pernambucana pra
Julieta e Romeu,Tipo eu e você
(Da música "17 anos", de Franklin Mano)


Beijos e boa leitura

Replay

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Eu queria voltar no tempo
Sem que isso alterasse nada em meu presente
Pois existem coisas que mereciam ser revividas
Queria dar o ultimo abraço em meus amigos paulistanos
E dizer com mais força que nunca os esquecerei
Queria ter o cabelo curto de novo
E andar de blusa sem sutiã
Adoraria me apaixonar de novo pela primeira vez
E perder o fôlego ao ver aqueles olhos castanhos quase verdes de novo
E reescrever meu caderninho de poesias
Queria perder a virgindade de novo
E reviver aquela noite mágica
Gostaria mais que tudo no mundo
Sentir de novo a sensação de um filho nascendo
E a emoção de passar no vestibular
E sentir o gosto do arrependimento
De magoar pessoas que não devia
Daria tudo pra voltar aquela noite
Naquela festa, naquele ano
Viveria tudo de novo com você
Viveria de novo a dor, que quase me tira a vida
E o alivio quando o novo me tirou do poço
E reaproveitar cada momento com maestria
Pois não sabia que ia ter fim
E viveria de novo o fim.
Pois são nos fins que se aprende
A começar de novo
A andar de novo
Eu queria uma maquina do tempo
Nunca pra saber meu futuro
Não teria graça
O bom da vida
É não saber o que nos espera.
Mas existem momentos
Que deveriam ser vividos duas vezes...
Beijos e boa leitura
P.S: É Raphael, ficou nostálgico, não teve jeito... haha

Uma Noite Para Nós

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Quero saber qual mulher não gostaria de ser desejada como eu fui nesse poema.






Uma noite para Marcela
Marcelo Mayer

Anoiteço-me em teu embalo, me deito
Como se da última embriaguez foste tua alma
Calo tua boca com meu corpo
E tu anseias meu ensejo
E de teu seio me faço a calma

Tu me beijas segredos
Descobres o meu
De meu corpo nu, suado, rastejado
Pelas tuas pernas faço-me teu enredo
Que de tua rima me faço teu
E meu poema se faz calado
Porque de meu suor em tua boca
Meu verso torna-se um deleite no breu

Meu amor é sujo, vagabundo, deselegante
Porque te descarnar faz-me a tua carne
E tuas ancas que me apego sem luxúria
Beijo-te sem poder ver as estrelas
Pois da noite em que teu corpo me faz teu
Elas são as únicas testemunhas
A lua, uma coadjuvante
O sereno, um poema sem meio
A protagonista, tua cara suada e nua





Uma noite para Marcelo
Marcela Ohana


Quando em meu embalo se deitas
E com teu corpo minha boca cala
De teu suor mato a sede
De meu desejo me faço sua

Do mesmo amor sujo, vagabundo e deselegante
Teus versos em meus lábios
Tua voz tranqüila em meus ouvidos
Te abrigo em meu corpo farto
E nos sufocamos entre nossas rimas

De meu seio te ofereço o deleite
De minhas ancas profusas o cortejo
E entre minhas coxas te sacio
Do desejo que tanto anseio

Proibido

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Olá galera, essas férias... sem tempo de postar, muito ocupada deitada na rede de frente pro mar, com meu melhor amigo Calrton e acalmando essa cabeça inquieta. Mas deu tempo de escrever varias coisas no meu caderninho, vou passando aos poucos. Esse texto é mais um do meu lapso poeético que resolveu baixar em mim.


É sangue, não que sangra
Que corre que pulsa
Somos eu e você
Numa noite, numa vida toda
Desde hoje, ontem sempre
Somos a infância que foi curtida
E a adolescência bastarda
Somos sangue, que mistura
Sua boca na minha
Suas mãos em meu cabelo
Somos um, somos um todo
Numa rede, nas estrelas
E quando somos, nada mais
Somos sangue, e suor
Cheiro, toque, braços pernas, dedos
Somos afinidade, de outrora, agora
Somos tudo que combina, encaixa
Fogo, faísca, pele, língua
São olhares, sem palavras
Não se fazem necessárias palavras
Pois somos eu e você
Não somos amor, não somos paixão
Somos sangue, maldito sangue!




Beijos e boa leitura

Feliz ano todo

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Época de natal, novo ano, época de expectativas, de desejos, de metas e objetivos, de escrever aquela listinha com o novo regime, ou parar de fumar, ser mais calma, não chifrar mais o namorado, conseguir dormir sem lexotan, não dar pra o cafajeste da esquina, não dar no primeiro encontro, não dar antes do casamento... Parar de procurar pelo homem certo e começar a se conformar que a errada é você mesma.

Eu não sou uma pessoa de expectativas, não quero escrever um texto sobre o que eu quero que aconteça em 2010, se existe um 2009 inteiro para eu pensar a respeito.

Por exemplo, queria agradecer a não sei quem, mas agradecer, porque fala sério, se deus guia nossas vidas, ele ta de sacanagem comigo esse ano! Pelo curso dos meus sonhos que eu comecei, pelos meus alunos que eu tive, são quase 14 filhos que eu cuidei, pelo meu namorado perfeito que entrou ano comigo, pela minha família [Adams, busca pé...] que é a única que eu tenho, pelos meus amigos novos e velhos, pelo poker nosso de cada segunda ou quarta, pelas cachaças pelos cigarros.

Queria agradecer também ao meu ex-namorado perfeito por ter me dado um belo pé na bunda por eu não ser a mulher que ele espera pra vida dele, pela minha crise existencial que me fez largar tudo no meio do ano, pelos meus amigos que me apoiaram nessa fase, pelos meus amigos que se tornaram coloridos, e por eu ter me tornado uma pegadora de melhores amigos.


Obrigada. Por eu ter aprendido a andar sozinha, a viver sozinha, a curtir a solidão e perceber que

a melhor companhia possível é a minha.

Aos agradecimentos pessoais, minhas amigas Deborah, Zaíra, Mara, Talita, que me agüentaram durante minhas infinitas conversas, que foram meu diário, meu travesseiro, meus amigos Lipe, Jr, Bode, Erick, Herick, Cavalo, Goiano, Fozy, Anão, Manguinho e todos os agregados que eu me esqueci de citar, que fizeram do meu ano um ano mais divertido, como todos os outros.
Guga, Looman, Igor, Carlota, Maria Clara, Duda, Nanda, Rafa, Marcelinho, entre todos os meus alunos, minhas paixões.

Ao grande Catatau que alegra minhas madrugadas no MSN. E a Luciana que não precisa nem de palavras para conversar comigo. A Luizinho que foi voltou foi voltou e veio de vez. Aos meus amigos da faculdade, Kiara que me ensina a ser subjetiva, Daniel que me mata de inveja.

Ao professor Pablo que se tornou meu exemplo minha meta, meu ídolo.

Não daria pra agradecer a todos aqui, primeiramente porque não vou conseguir resumir tudo, mas quem passou esse ano comigo sabe o pedacinho que tem de mim, um agradecimento especial a Marcelo Mayer que chegou agora no finalzinho, e me fascinou com seus textos, me fez uma tiete numero um, e me mostrou ser uma pessoa ímpar de tudo.

Ah! A todas as pessoas que seguem o blog, muito obrigada, eu o recomecei agora e já escuto as pessoas elogiando e repassando, isso me da muito orgulho mesmo.

E por ultimo e não menos importante, ao meu filho Guilherme, que faz meus dias mais alegres ou irritantes, mas é minha razão de existência.

Gostaria de poder resumir, desejaria muitas coisas para 2010, porem eu não quero parar de fumar, e gosto de ser gorda, não quero um novo emprego, nem um novo amor, talvez muito dinheiro. Não quero mudar de vida, nem de personalidade, e cansei de escutar pessoas almejando coisas novas para um novo ano, que pra mim o reveillon não passa de meros 60 segundos que não transformam nada em p**** nenhuma.

Desejo a todos um Feliz Ano Novo sem desejo algum. Afinal, não há nada mais gostoso do que não saber o que está por vir.


Beijos e Boa leitura

Entre você e tantos outros

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Entre você e os outros

Entre o que é certo e duvidoso

Não mais você

Agora longe me atormenta

E quando perto não me agüenta

Sem maldade nem pudores

Tem cabeça de cinqüenta

Sempre aqui em algum sentido

Figurativo ou literal

Divago devagar em memórias

A procura da razão

Para você ser distante

Alem de eu ser o que sou

E aqui em meio a tudo

Procuro uma saída

Para me deixar aquecer de novo

Em algum bom colo

Que vaga por aí

Entre você e tantos outros

Que são somente outros
.
Beijos e boa leitura

O jogo

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009






Não me confunda
Não me julgue
Não me tente
Não me use
Não me abuse
Não me tenha
Não me traia
Não me subtraia
Não me prenda
Não me aprenda
Não me rode
Não me enlouqueça
Não me trate nem destrate
Não me mate nem me morra
Não me queira
Não me ame
Não sou sua
Eu sou minha
Eu sou mundo
Eu sou pranto
Eu sou canto
Sou novela
Sou doente
Que não sente
Que maltrata
Que sufoca
O desnudo
Um tanto mudo
Um desgaste
Uma lagrima
Não sou e ponto
Se afaste.

Beijos e boa leitura

Conto #1

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

E não satisfeito com sua vida, o bem vivido homem achou a fórmula para ser jovem para sempre, e quando eu digo sempre, quero dizer sempre mesmo, eternamente.
E ele viveu, teve tantas mulheres que não podia mais contar, viu o mundo passando a sua volta, tomou todas as bebidas que nunca havia provado, experimentou todas as drogas possíveis, e viveu como todo bom boêmio, leviano, viajou o mundo experimentando lugares e cores, como se auto intitulava um homem do mundo, achava que a vida era curta para viver tudo o que havia para ser vivido.
Viu as 7 maravilhas do mundo, acumulou um conhecimento insuperável, presenciou a evolução da história, da espécie, viu guerras, conheceu tudo o que a vida poderia oferecer.
Depois de tanto tempo, ele não passava de um ponto turístico “O homem que vive para sempre”, e se tornou a única coisa que poderia tornar, um contador de histórias.
E a coisa mais importante que ele aprendeu, ao se tornar eterno, que a vida só tem sentido por ter um fim.

Beijos e boa leitura
 
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